A leucemia linfóide aguda resulta na produção descontrolada de blastos de características linfóides, com redução na produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.
A LLA desenvolve-se a partir dos linfócitos primitivos que podem se encontrar em diferentes estágios de desenvolvimento.
O principal método de classificação é a imunofenotipagem. Também aqui a citogenética é uma metodologia importante para auxílio no diagnóstico, na classificação, no prognóstico e para orientar o protocolo de tratamento, assim como considerar a idade do paciente, a contagem inicial de glóbulos, as condições clínicas e o envolvimento ou não do sistema nervoso, testículos e gânglios.
Sinais e Sintomas:
As células com leucemia (denominadas de blastos), não realizam as funções normais do sangue, como combate a infecção (realizada pelos linfócitos), carregamento de oxigênio para os tecidos (realizado pela hemoglobina), e dificuldade para coagulação (realizado pelas plaquetas).
Por essa razão, os pacientes com leucemia freqüentemente desenvolvem infecções (devido à diminuição no número de linfócitos), anemia (devido a baixa produção de hemoglobina) e sangramentos (devido a produção diminuída no número de plaquetas).
É importante que se diga que os sinais e sintomas de leucemia aguda podem simular qualquer outra doença como as infecções virais ou bacterianas, doenças reumatológicas e outros tumores. Por essa razão é importante o médico realize um exame clínico minucioso e interprete os exames com maior critério, podendo esse, dar um diagnóstico seguro da doença.
Os principais sinais e sintomas são:
Diagnóstico:
Para descobrir a causa dos sintomas, o médico pergunta sobre o histórico e exame físico, além de testes de sangue. Com isso o médico faz um diagnóstico presuntivo, isto é a hipótese de que pode ser leucemia, mas a confirmação do diagnóstico é feita pela realização de punção da medula óssea (mielograma).
O diagnóstico definitivo é feito através da análise microscópica da medula óssea e com a realização de exames denominados de imunofenotipagem (para avaliação do tipo de leucemia) e citogenética (análise das alterações genéticas das células blásticas). O envolvimento do sistema nervoso deve ser avaliado através da coleta e estudo do líquido céfalorraquiano (líquor).
Tratamento:
O tratamento é realizado com quimioterapia. Os pacientes necessitam de tratamento assim que o diagnóstico é confirmado e o objetivo inicial também aqui é a remissão com restauração da produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.
No tratamento da leucemia linfóide aguda, a combinação de várias drogas é utilizada para controle da doença. É importante a escolha adequada do melhor esquema de tratamento (denominado protocolo) e sua seqüência para oferecer maior chance de cura aos pacientes. Hoje, mais de 70% das crianças com LLA são curáveis e cerca de 50% dos adultos jovens podem se curar da LLA. Os melhores resultados são alcançados com a escolha do melhor protocolo baseado na idade, quadro clínico, resultados laboratoriais e resposta ao tratamento inicial.
A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou a recidiva (recaída) da doença habitualmente levam a uma abordagem terapêutica mais agressiva, podendo ser quimioterapia ou o transplante de medula óssea.
Uma das causas de prognóstico desfavorável e que ocorre em 5% das LLAs da infância e 25% das LLAs do adulto é a presença do cromossomo Philadelphia. Nestes casos, o uso de inibidores da tirosinoquinase (mesilato de imatinib) junto com a quimioterapia e transplante pode ser utilizado com sucesso.
A fase inicial de tratamento é chamada de indução e deve incluir o tratamento ou prevenção da doença no sistema nervoso central que inclui a quimioterapia intratecal, isto é no líquor.
Uma vez obtida a remissão, os pacientes são submetidos a ciclos de quimioterapia denominados consolidação e posteriormente a manutenção, sendo que o tratamento tem duração aproximada de dois anos.
Da mesma forma como foi citado para leucemia mielóide aguda, o suporte adequado de dieta, colocação de catéter, transfusões, uso de antibióticos, antieméticos, assim como outras medicações devem ser utilizadas para melhor qualidade de vida do paciente e diminuição dos efeitos colaterais.